O marketing entrou na era algorítmica: mais de 70% do investimento publicitário global já é digital e três plataformas concentram boa parte do bolo. Este relatório mostra onde os próximos dois anos serão decididos — e por que, quanto mais o algoritmo distribui, mais vale a marca que conecta.
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Seis movimentos que o relatório destrincha, com números e implicações práticas:
Mais de 70% do investimento publicitário global já é digital e a compra de mídia se automatizou: segmentar, otimizar e distribuir virou tarefa do algoritmo. A consequência é contraintuitiva — quanto mais a máquina cuida da entrega, mais o resultado depende do que ela não faz: marca forte, criatividade e empatia com quem está do outro lado.
Meta, Amazon e Alphabet concentram mais de 40% do investimento publicitário mundial. Com a privacidade apertando e os cookies de terceiros saindo de cena, alugar 100% da audiência ficou caro e arriscado: dados próprios, microcomunidades, newsletters e canais próprios deixaram de ser tendência e viraram prioridade estratégica.
É o canal de crescimento mais acelerado até 2027: a prateleira digital virou mídia e o varejo virou veículo. O orçamento migra para o ponto exato da decisão de compra — e quem entender cedo como disputar essa visibilidade dentro do varejo digital compra alcance com intenção, não só impressão.
Construção de marca gera de 20% a 30% mais ROI no longo prazo do que estratégias focadas apenas em performance. A leitura prática: performance paga a conta do mês; marca paga a conta do ano. O relatório mostra como os líderes equilibram o orçamento entre colher demanda e plantar preferência.
72% já usam IA na operação — produzir peça deixou de ser gargalo. Por isso mesmo, o foco das grandes marcas migrou para personalização de ofertas e inteligência criativa: quando todo mundo escala a produção, quem produz "mais do mesmo" vira commodity, e o valor se concentra na ideia e no propósito por trás da peça.
Conteúdos autênticos como POV e UGC entregam CTR até 60% superior aos formatos tradicionais, e 69% dos consumidores já compraram por indicação de creators. O marketing de influência amadureceu: deixou de ser aposta de awareness e se consolidou como canal de vendas — onde autenticidade vale mais do que acabamento.
O relatório consolida o que os estudos de efetividade (como o Effie) demonstram: campanhas com alta criatividade e alta empatia geram resultados na média 20% superiores — e não há correlação entre quantidade de canais ou tamanho de orçamento e efetividade. Campanhas com causa e propósito bem executados movem vendas e imagem de marca ao mesmo tempo.
Essa é a conclusão central do relatório: com a distribuição automatizada, conexão humana, confiança e relevância cultural viram o ativo mais difícil de copiar. O resto é leilão.
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